Vocês já observaram que alguns prédios e/ou monumentos estão iluminados com a cor vermelha?Vocês já observaram que alguns prédios e/ou monumentos estão iluminados com  a cor vermelha?

Sei que muitas pessoas estão super atentas aos jogos da Copa Mundial e, foi pensando nisso que aproveitei o dia de hoje, que não tem jogos e vim falar com vocês sobre a campanha Dezembro Vermelho.

Dezembro Vermelho é o nome dado à Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis. Foi instituída pela Lei nº 13.504/2017 e marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

A campanha é constituída por um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento ao HIV/Aids e às demais ISTs, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde, de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais. A campanha deve promover:

– iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha;

– promoção de palestras e atividades educativas;

– veiculação de campanhas de mídia;

– realização de eventos.

De acordo com algumas pesquisas, cerca de 38 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV em 2021. No Brasil, foram 13.501 casos notificados neste mesmo período.

O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca as células de defesa do corpo, especificamente as células chamadas “CD 4”, enfraquecendo o organismo e o deixando vulnerável a outras infecções.

É comum que o indivíduo não tenha sintomas ou que apenas apresente sinais semelhantes a uma gripe comum, como febre, dor de cabeça, cansaço e inflamação na garganta. O infectologista do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) Matheus Mota explica que, desde que o paciente tenha a oportunidade do diagnóstico e faça o tratamento adequado, ele não evoluirá para o estágio de AIDS (sigla inglesa da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Essa evolução da infecção aguda pelo HIV até um possível adoecimento para AIDS costuma demorar entre 8 a 10 anos, segundo o especialista, e os sintomas tendem a se agravar neste período, apresentando diarreia, perda de peso e de memória, além do adoecimento pelas chamadas “doenças oportunistas”, infecções causadas por micro-organismos que se aproveitam da imunidade baixa. 

Transmissão

Os pacientes soropositivos, que têm ou não Aids, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Combate ao HIV e à AIDS 

Muitas vezes, pela falta de sintomas, a pessoa não desconfia que está convivendo com o vírus. E, por não saber, não faz o tratamento e ainda pode contaminar outras pessoas. Por isso, é muito importante fazer o rastreio de forma recorrente (laboratório ou teste rápido), por exame de sangue ou de saliva.

Dessa forma, em caso positivo, o paciente é encaminhado para um serviço especializado onde, com orientação médica, haverá a indicação de medicamentos específicos.

Nos exames pré-natais, realizados pelas gestantes, também será feito esse rastreio para que, em caso de contaminação, ela seja tratada de forma imediata, evitando a transmissão vertical de mãe para filho. 

O diagnóstico e tratamento são garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), assim como a distribuição de preservativos gratuitos nos postos de saúde.

Com os devidos cuidados, acompanhamento e tratamento médico, é possível alcançar uma carga viral considerada indetectável, ocasião em que a pessoa já não transmite o vírus, mas recomenda-se a permanência dos cuidados preventivos. 

Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

São causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.

A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, parto ou amamentação.

O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento das IST e do HIV/Aids são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Principais IST

–Herpes genital;

– Cancro mole (cancroide);

– HPV;

– Doença Inflamatória Pélvica (DIP);

– Donovanose;

– Gonorreia e infecção por Clamídia;

– Linfogranuloma venéreo (LGV);

– Sífilis;

– Infecção pelo HTLV;

– Tricomoníase.

Previna-se 

O combate ao HIV e à AIDS é feito de maneira combinada:

1-    Evitar que a pessoa se exponha ao vírus, usando preservativo nas relações sexuais; não compartilhando seringas e de materiais perfurocortantes. 

2-    Ainda não há vacina específica contra o HIV aprovada para a população, mas é muito importante manter a vacinação de outras infecções sexualmente transmissíveis em dia, como a do HPV e Hepatite A e B, para manter o corpo imunizado contra esses agentes. 

Zerar o preconceito e garantir direitos

A luta do Dezembro Vermelho é contra o vírus, mas também sobre como a pessoa que convive com HIV é vista pela sociedade. O paciente, como todo cidadão, tem o direito a uma vida comum. A Lei nº 12.984, de 2 de junho de 2014, determina como crime qualquer discriminação cometida contra a pessoa que vive com HIV. Além desse documento, também foi publicada, em 1989, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS, disponível no site do Ministério da Saúde.

Referências

https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/ch-ufc/comunicacao/noticias/201cdezembro-vermelho201d-e-mes-de-conscientizacao-sobre-o-hiv-e-a-aids

https://bvsms.saude.gov.br/dezembro-vermelho-campanha-nacional-de-prevencao-ao-hiv-aids-e-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis/

Psicóloga Ana Cristina de M Ferreira

www.anacristinaferreira.com.br

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